7 de junho de 2013

E a compra dos 65 novos trens pela CPTM?

Anunciada com grande alarde pelo Governo do Estado, em agosto do ano passado, a concorrência pública para a compra pela CPTM de 65 novos trens, ainda não saiu do papel. Destinada inicialmente ao mercado interno, a licitação não atraiu a esperada atenção das empresas do setor, o que levou o governo a alterar radicalmente a proposta, com características diferentes da inicial e passando a ter caráter internacional.

A intenção do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é fazer com que os novos trens cheguem antes do término de sua atual período administrativo, em dezembro do próximo ano. O verdadeiro imbróglio em que se transformou a concorrência teve início com o lançamento, no ano passado, daquela que seria a maior aquisição já feita pela CPTM: 65  unidades elétricas, com sistema de vigilância interna e externa e comunicação multimídia. A abertura das propostas foi marcada para 11 de setembro, mas na data aprazada, houve o primeiro adiamento para 17 de outubro, sob alegação de alterações no edital.

A nova data – 5 de novembro – não foi cumprida e o prazo voltou a ser estendido para 7 de dezembro. A única proposta apresentada partiu do Consórcio Frota CPTM, formado pela CAF Brasil e Alstom Brasil, mas acabou desclassificada por estar com valores acima do estimado. Segundo consta, algo em torno de R$ 4,3 milhões por carro, mais que o dobro do valor dos trens chineses, que o Rio havia comprado a R$ 2 milhões por carro.

O secretário Jurandir Fernandes, dos Transportes Metropolitanos considerou a oferta “belicosa, jocosa e estranha”. E, no último dia 22 de abril, o governo paulista relançou o edital, pelo mesmo tipo menor preço, mas dividindo a compra em dois lotes de 30 e 35 trens cada, tornou a concorrência internacional, buscando preços mais baixos das empresas estrangeiras. O valor de referência dos trens também mudou de R$ 23,7 milhões por trem (R$ 2,96 mi por carro), para R$ 28,7 milhões/trem (R$ 3,58 mi/carro).

O prazo para entrega, de 36 meses, coincide com o final do mandato de Alckmin. Segundo a imprensa especializada, seis empresas estrangeiras, entre elas as mesmas CAF e Alstom, demonstraram interesse pela disputa.

O Diário de Mogi
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