13 de novembro de 2012

Expresso Turístico da CPTM: Viagem especial até o distrito de Sabaúna

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Expresso Turístico de Natal contará com refeições, shows e programação especial

Pelo quinto ano consecutivo, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Associação Nacional de Preservação Ferroviária (ANPF) promovem um bucólico passeio pelos históricos trilhos da ferrovia paulista. É o Expresso Turístico de Natal, que sairá da Estação da Luz, na Capital Paulista, às 8 horas do próximo dia 25, com destino à Estação de Sabaúna, em Mogi das Cruzes.

Uma parada, às 10 horas, está programada na Estação Estudantes, para que o turista interessado em fazer esta viagem embarque no trem. O valor do passeio é R$ 72,00 ida e volta, com almoço incluso (sem bebidas). Há descontos para grupos a partir de 10 pessoas. Criança até os 6 anos, desde que viaje no colo de um adulto pagante, não paga. A passagem pode ser reservada pelo telefone 4761-9335. O passeio faz parte da programação de aniversário do Distrito, que completará 385 anos. (Maria Salas)

Fonte: Diário de Mogi das Cruzes 

12 de novembro de 2012

Falha em motor provoca incêndio em trem da CPTM

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Composição da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pegou fogo na tarde de ontem devido a falha no motor. O acidente ocorreu quando o trem passava pela estação Ribeirão Pires, da Linha 10-Turquesa.

O incêndio foi rapidamente contido pelo Corpo de Bombeiros. Segundo funcionários da estação ninguém ficou ferido.

Por conta do acidente, maquinista e usuários desembarcaram com a ajuda de funcionários. A estação ficou aproximadamente 40 minutos sem funcionamento para remoção do trem e contenção do fogo, o que provocou lotação nas plataformas. Durante esse período, o deslocamento era feito por ônibus colocados pela companhia.

Aos poucos, o serviço foi normalizado. As viagens com destino a Rio Grande da Serra e Brás, na Capital, passaram a ser feitas por apenas um trilho, causando lentidão no sistema.

De acordo com a CPTM, as composições voltaram a circular regularmente na noite de ontem. A previsão é de que hoje o sistema esteja normal.

Os responsáveis pelo tráfego dos trens não informaram a causa da falha no motor, mas garantiram que os veículos da empresa passam frequentemente por manutenção rigorosa.


Andressa Dantas
Especial para o Diário
Diário do Grande ABC


Conheça o trabalho do controlador de metrô

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Por Thaís Sant' Ana

Nome: Luiz Antônio Alves
Idade: 48 anos
Tempo de profissão: 21 anos
Formação: técnico em eletrônica
O que faz: Acelera e desacelera o trem, abre e fecha a porta, mantém distância entre os carros. Tudo de uma central

De um escritório na zona sul paulistana, Luiz Antônio Alves monitora o trem que transita entre Itaquera, zona leste, e Barra Funda, oeste da cidade. Ele é supervisor do Centro de Controle Operacional (CCO), o cérebro do metrô de São Paulo. Lá trabalham 96 operadores responsáveis por movimentar os veículos das 4 das 5 linhas do município. Alves é um tipo de maquinista dos tempos digitais e de trabalho remoto. O condutor que se vê no primeiro vagão apenas anuncia a estação seguinte e ajuda em casos de apuros, como quando uma blusa fica presa na porta do trem.

No geral, todas as funções do trem — se acelera, freia, para, se as portas abrem e fecham e até mesmo a distância entre os carros — são automatizadas e controladas de dentro de uma única sala do CCO, que parece o pregão de uma bolsa de valores. Monitores para todos os lados, além de telas, teclados e impressoras.

O trabalho é dividido por turnos. A cada um são 16 operadores, 4 para cada linha. Um controla o fluxo de passageiros por meio das câmeras instaladas nas plataformas; outro cuida da elétrica (que vai do fornecimento de energia aos elevadores e escadas rolantes); um terceiro fica com os pátios de estacionamento. O quarto operador toma conta dos trens. Em um painel, ele visualiza os carros e controla a velocidade e distância entre eles. Com um rádio, fala com os funcionários em campo. “Somos responsáveis por todas as estratégias para o funcionamento e segurança do Metrô”, diz. “Apesar do estresse, é muito bom”, afirma Alves, que controla o vaivém de cerca de 4 milhões de passageiros diariamente.

Maquinista à distância

Metrô 24 horas
O CCO nunca fecha. Mesmo nas 4 horas diárias em que o Metrô não funciona, os operadores trabalham. Eles organizam os trens, pátios de estacionamento e ajustam as funções para a abertura das estações.

Trabalho de time
Se uma mesma linha aumenta em extensão, os mesmos operadores devem supervisioná-la. Só há contratações em caso de linha nova.

Atrás vem gente
Hoje, os trens devem manter 150 metros de distância um do outro. Mas está em teste um sistema que poderia reduzir esse número para algo em torno de 30 metros, possibilitando mais carros por linha e um intervalo de tempo menor entre eles.



Fonte: Revista Galileu

Seguranças do metrô montam banda e fazem shows em estações

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Grupo de seguranças do metrô de SP formou uma banda que se apresenta mensalmente em diferentes estações da cidade

Um grupo de seguranças do metrô de São Paulo formou uma banda que se apresenta em diferentes estações da cidade. É a Banda dos Seguranças do Metrô, formada por nove funcionários que trocam as fardas pelos instrumentos uma vez por mês.

O repertório tenta agradar ao variado gosto dos milhares de usuários do serviço com músicas em estilos como gospel, pagode, rock, lírico, entre outros. Alguns são músicos profissionais, outros aproveitam as horas vagas para cultivar o hobby e decidiram se juntar ao grupo.

O vocalista conta que foi até pedido em casamento durante um dos shows. O Metrô de São Paulo diz que há cada vez mais interesse entre os funcionários e alguns passaram a ser convidados especiais nos shows, mas já se cogita uma segunda banda. Pela reação entre o público, o sucesso parece ser garantido

Fonte: Notícias Terra

11 de novembro de 2012

Onda de assaltos assusta usuários da Linha 7 da CPTM

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Uma onda de assaltos está assustando quem utiliza os trens da Extensão da Linha 7-Rubi da CPTM, além de usuários até um maquinista foi assaltando enquanto conduzia um trem, o condutor foi obrigado a  parar o trem para que o ladrão pudesse fugir

Um usuário foi assaltado e conta como foi:

 -Ontem 10/11/2012, peguei o trem da CPTM em Campo Limpo Paulista por volta das 20:40hs, entrei na última porta e no último vagão sentido Jundiaí para Francisco Morato, entrou comigo um rapaz magro, moreno, alto, cabelos raspados do lado, um "tucho" de cabelo só em cima, tatuagem na perna direita, estava de bermuda, blusa, tênis vermelho, ele não pegou o trem na estação de Campo Limpo, ele provavelmente trocou de vagão, por ter entrado junto comigo, só pode ter sido isso, pois não lembro de ter visto ele na plataforma, ele sentou do meu lado no vagão, na minha frente estava um motorista de ônibus, e duas mulheres do lado, estavamos sentados perto da porta, chegando em Botujuru, o trem parou abriu as portas, este rapaz, levantou-se, olhou para fora na plataforma, e voltou, tirou uma arma calibre 22, apontou para o motorista sentado na minha frente, roubou o celular deste motorista, em seguida apontou para mim a arma e levou meu celular tb, e em seguida saiu do trem, só num levou a bolsa da mulher pois se não ia dar muito na cara, o vagão estava lotado, o cara tem sangue frio para agir no horário que agiu e com o vagão lotado, segundo informações de alguns passageiros, este mesmo rapaz havia roubado tb as 15:00hs, eu e o outro rapaz, (motorista de ônibus) abrimos uma queixa em Francisco Morato, e lá recebemos a informação que um maquinista tb havia sido assaltado uns dias atrás, o rapaz rendeu o maquinista até um certo trecho entre Botujuru e Francisco Morato, roubou o maquinista e fez o mesmo parar o trem para que ele pudesse fugir...

Ele também faz um desabafo:

Bom estou postando isso para que as pessoas que utilizam dos trens tomem cuidado, e para que compartilhem esta informação, pois o que esta acontecendo em nosso Estado é uma pouca vergonha, meu celular num valia nada, era uma "bostinha" de nada, antes meu celular do que minha vida, o pior é que este cidadão esta armado, isso é perigoso, compartilhem esta informação, por favor....


Entramos em contato com a CPTM e até o fechamente desta matéria não tivemos retorno.

Estação Vila Aurora tem nova data de entrega

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Rescisão de contrato com concessionária causa atraso nas obras, previstas para o 1º trimestre de 2013

Homens trabalham na futura Estação Vila Aurora, que ficará pronta em 2013

Moradores da Vila Aurora, na Zona Oeste da capital, ainda aguardam a construção da  Estação Vila Aurora na Linha 7-Rubi, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), sonhando com a possibilidade de poder passar menos tempo dentro de ônibus lotados.

O atraso, que completa quase três anos, tem provocado um misto de descontentamento e desânimo naqueles que acompanham a obra.
Localizada entre as estações Jaraguá e Perus, a estação vai atender usuários dos bairros Cidade D’Abril, Jardim Ipanema, Vila Santa Lucrecia, Parque das Nações Unidas, Conjunto Habitacional Voith e Parque Jaraguá.

Segundo a CPTM, o atraso aconteceu devido à rescisão de contrato em junho de 2010 com o  consórcio Estacon-Hersa, porém, as obras foram retomadas em novembro do mesmo ano e o  prazo de entrega está previsto para o primeiro trimestre de 2013.

Quem mora no  Jaraguá e em bairros vizinhos reclama da falta de uma estação de trem. Alguns  são obrigados atualmente a pegar dois ônibus para chegar à Estação Jaraguá. O trajeto, que poderia levar 15 minutos, hoje chega a 1h10, o que atrasa ainda mais a vida dos usuários.

O marceneiro Edson Gonçalves da Silva, que trabalha na Rua Aracy Rondon Amarante, bem em frente ao local onde a estação deveria estar funcionando, ainda aguarda uma solução para o problema. “Vai ajudar muito quando a estação estiver pronta, pois temos de pegar ônibus lotados para chegar à estação hoje”, afirmou. Ele enfrenta o calvário do ônibus tanto para ir até às estações Jaraguá ou Perus, onde embarca no trem. A construção da estação Vila Aurora está prevista no plano de expansão do transporte metropolitano, de 2007.

CPTM anuncia mudanças no projeto original para  atender melhor o usuário

A CPTM informou que, além do rompimento do contrato com a vencedora da licitação, o projeto teve de passar por mudanças para melhor atender aos usuários, o que também levou ao adiamento da inauguração. Entre elas estão a construção de    um  mezanino, de uma passarela de acesso aos dois lados da ferrovia e escadas rolantes e fixas  para acesso às plataformas e elevadores.


Segundo a companhia, haverá rotas táteis, comunicação em braile, sanitários públicos e para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, bilheterias blindadas, circuito fechado de TV, sistema de detecção e combate a incêndio, SSO (Sala de Supervisão Operacional), sistema de captação de águas pluviais para reuso, bicicletário e projetos de  paisagismo nas áreas externas.


Essas mudanças fizeram o valor do investimento subir para R$ 34 milhões, o que obrigou a prorrogação do prazo para conclusão dos trabalhos para o primeiro semestre de 2013. O mês específico não foi informado pela CPTM.

 Diário de SP

Trem ligará capital a Sorocaba, Santos e Vale

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O governo de São Paulo anuncia neste mês o projeto de implantação do Trem Regional, que vai ligar a capital às regiões metropolitanas do estado. O projeto, orçado em R$ 16 bilhões, foi revelado pelo vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos (PSD).

A rede do TEM (Trem Expresso Metropolitano) vai integrar as seguintes regiões metropolitanas: São Paulo-Jundiaí-Campinas, São Paulo-São Roque-Sorocaba, São Paulo-ABC-Santos e São Paulo-São José dos Campos, com estudo para chegar a Taubaté e Pindamonhangaba, segundo Afif.

“A região do Vale, por exemplo, é uma questão de reforço geográfico. O que nós temos de ver muito seriamente é o aspecto de mobilidade na região com relação à capital. Por isso, nós esperamos anunciar em breve, ainda este mês, a rede do TEM”, afirmou.

As obras devem sair do papel no início em 2014, com previsão de entrega da primeira etapa em 2016 e finalização em 2018. As configurações do trem devem ser as mesmas do modelo europeu, com quatro vagões que transportarão de 320 a 400 passageiros.

O trem deve trafegar em uma velocidade de 60 e 70 km/h. O investimento de R$ 16 bilhões será dividido entre  iniciativa privada e pública.

“A própria presidente Dilma Rousseff deu toda ênfase ao suporte ferroviário, portanto é prioridade dela. Tem capital externo e engenharia externa querendo investir neste projeto”, disse Domingos.

Segundo o vice-governador, já existe a sondagem de investidores estrangeiros. “Vamos dar um salto no estado de São Paulo que nos coloca equiparados com o primeiro mundo”, afirmou.

Objetivo é desafogar as rodovias
Uma das principais apostas do projeto é desafogar o trânsito nas estradas. Caso seja confirmado também no Vale do Paraíba, a ideia é deixar a Via Dutra em melhores condições.

“É muito positivo. Passar por São José é fundamental. Acredito que essa ligação vai chegar até Taubaté. Acredito que seja mais viável que o trem-bala e vai atender boa parte da população que enfrenta longos congestionamentos na Dutra e na chegada à capital. O maior beneficiado será o passageiro”, disse o secretário de Transportes de São José, Anderson Farias Ferreira.

Para que o projeto do Trem Regional seja um sucesso, é necessário que o valor da passagem seja menor ou igual ao cobrado pelas empresas de ônibus que fazem o trajeto São Paulo/São José dos Campos.

A avaliação foi feita pelo engenheiro e consultor de logística José Geraldo Vantine. “A intenção do governo é espetacular. Se sair do papel, o modelo vai beneficiar muita gente. Na Europa e no Japão, a população só anda de trem. É confortável e rápido. É realmente um grande avanço”, disse o secretário de Transportes de São José.

 Diário de SP

10 de novembro de 2012

Estações do Metrô ficam fechadas no domingo para testes do novo sistema (CBTC)

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O Metrô de São Paulo dará continuidade, no próximo domingo, aos testes do sistema Controle de Trens Baseado em Comunicação (CBTC) na Linha 2- Verde (Vila Prudente-Vila Madalena).

Para a execução dos testes, as estações Vila Madalena, Sumaré, Clínicas, Consolação, Trianon-MASP e Brigadeiro ficarão fechadas ao público das 4h40 às 10h. Neste intervalo de tempo, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema Paese, que circularão ininterruptamente até as 10h entre as estações Vila Madalena e Paraíso, dando cobertura ao trecho interrompido.

A Estação Paraíso funcionará durante todo o domingo normalmente, desde o início da operação comercial, às 4h40, para os usuários que quiserem embarcar nos trens da Linha 1- Azul e da Linha 2-Verde, destino Vila Prudente. Até as 10h da manhã no domingo, a transferência para a Linha 4- Amarela somente será realizada nas estações República, na Linha 3- Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda) e Luz, na Linha 1- Azul (Jabaquara-Tucuruvi), pois a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará fechada nesse período.

Considerado o sistema de controle de trens mais moderno do mundo, o CBTC opera linhas de metrôs nas cidades de Nova York, Londres e Paris, entre outras. Segundo o governo de São Paulo, quando o sistema estiver funcionando plenamente, o intervalo entre um trem e outro será reduzido e a capacidade de transporte ampliada em cerca de 20%


Terra

Acidente mata agente da CPTM

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Na Mogi-Dutra, caminhão derrubou barreira de proteção que separa pista e barranco / Foto Gustavo Rejani

Sob chuva ininterrupta, Mogi das Cruzes registrou dois acidentes ontem à tarde em rodovias que passam pela Cidade, um deles com vítima fatal. Na Mogi-Salesópolis, o agente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Flávio Danilo Fernandes, de 31 anos, não resistiu após colidir contra um caminhão.

Já na Mogi-Dutra, um caminhão derrubou a barreira de proteção que separa a pista e um barranco. A cabine ficou pendurada por mais de três horas. Os motoristas que retornavam para o Município enfrentaram transtorno.

O primeiro caso aconteceu às 16h30, no km 58 da via. Fernandes conduzia uma Honda (ECC0250), de cor prata, que bateu na traseira de um caminhão, que havia se chocado segundos antes contra um poste de energia.

Viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar Rodoviária estiveram no local. O agente morreu no local, já o motorista do caminhão não sofreu ferimentos. A Rodoviária acredita que Fernandes estava muito próximo ao caminhão e, por isso, não conseguiu frear a tempo.
A vítima era de Biritiba Mirim e estava retornando para a casa, após o trabalho. Ele deixa a mulher, grávida de seis meses.

Pouco depois, às 18 horas, o caminhão Mercedes-Benz (BXF1241), quase caiu por um barranco paralelo ao km 48 da Mogi-Dutra, no sentido Município. “Ele estava descendo e um motociclista entrou na frente com tudo. Para não pegar o homem da moto, ele desviou vindo parar aqui no muro”, informou o soldado da Polícia Rodoviária Amorim, que atendeu a ocorrência.

O veículo é de Eduardo da Silva, de 28 anos, que não se feriu. “Nunca tinha acontecido com ele. Graças a Deus não foi nada grave”, comentou a mulher do motorista, que preferiu não se identificar.

Os motoristas tiveram tráfego intenso, pelo menos desde o km anterior, já que uma faixa da rodovia precisou ser interditada. Muitos curiosos paravam para ver a cena. A retirada do veículo seria feita por um guindaste, às 21 horas, quando o fluxo diminuísse.

Vale lembrar que anteontem, um acidente no km 61 + 400 da Mogi-Guararema levou à morte a aposentada Maria Freitas Varella, de 65 anos. (Lucas Meloni)

O Diário de Mogi

9 de novembro de 2012

Paulistanos se dividem sobre a tumultuada construção do monotrilho

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Governo paulista argumenta que as obras do monotrilho custam somente 60% da opção subterrânea

Por Bruno Merlin

Desde o anúncio do projeto de construção do primeiro monotrilho da cidade de São Paulo, os moradores se dividem sobre a tumultuada implantação, que vem modificando fluxos de trânsito e a paisagem urbana em muitos dos bairros paulistanos. A construção da estrutura para circulação do monotrilho, em qualquer modelo ou parte do mundo, tem grande impacto visual e no dia-a-dia da população.

A possibilidade do monotrilho ligar várias linhas de metrô, bairros não atendidos por transporte metroviário, o Aeroporto de Congonhas, o estádio do Morumbi e o terminal rodoviário do Jabaquara – que dá acesso à Baixada Santista – é o principal argumento dos favoráveis ao meio de transporte. Os opositores são liderados por moradores do bairro do Morumbi, que reclamam do preço das obras, da mudança do ritmo de vida por onde o trajeto passará e dos impactos ambientais, na paisagem da Cidade e no trânsito.

Neste início de novembro, as obras se intensificaram no trecho que acompanhará a Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, no bairro Vila Prudente, conforme as fotos exibidas nesta página. Centenas de operários e de materiais destinados às obras se misturam ao grande fluxo de veículos, num vai e vem caótico e impressionante.

Apesar do esforço dos trabalhadores, o cronograma das obras já está sofrendo inúmeros atrasos. Nesta quarta-feira (07) governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que o primeiro trecho do monotrilho só estará pronto após a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e não poderá atender ao fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros. Em março, quando autorizou o início da construção, Alckmin disse que esperava ver este trecho de 7,7km pronto antes da realização da megacompetição esportiva. De qualquer forma, as estações Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi devem estar disponíveis aos usuários de transporte coletivo até o final de 2014.

Como funciona

O monotrilho é um meio de transporte utilizado em diversas cidades dos Estados Unidos, Japão e de vários outros países. Segundo o governo paulista, os trens percorrerão vigas de concreto a 15 metros do solo, suficiente para fazê-lo passar por cima das pontes que cruzam o trajeto. Os pilares que sustentam essas vigas ficarão, quase sempre, nos canteiros centrais das avenidas. Os vagões se movimentam com pneus de borracha sobre concreto e são mais silenciosos do que um trem comum, que utiliza rodas e trilhos de aço.

Fonte: Portogente

Obras de modernização alteram operação no fim de semana

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Neste final de semana, dias 10 e 11, a CPTM prosseguirá com as obras de modernização de suas linhas. Por conta das intervenções, haverá impacto nos intervalos praticados. Confira a programação:

Linha 7-Rubi [Luz - Francisco Morato - Jundiaí]: No domingo o trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Perus ficará interrompido durante toda a operação comercial. Para o deslocamento, os usuários deverão fazer transferência para a Linha 8, na estação Palmeiras-Barra Funda, seguindo até a estação Domingos de Moraes. De lá partirão ônibus gratuitos até a estação Perus, na Linha 7, onde a circulação de trens ocorrerá até Jundiaí. Os coletivos farão paradas para embarque e desembarque somente na estação Pirituba, além das estações de transferência: Domingos de Moraes e Perus.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]: no sábado, a partir das 21h, haverá substituição de equipamento de via no trecho da estação Lapa. No domingo, das 9h às 16h, o serviço prosseguirá entre as estações Santa Teresinha e Barueri.

Linha 9-Esmeralda [Grajaú - Osasco]: no sábado, a partir das 20h, serão substituídos os equipamentos de via entre as estações Santo Amaro e Socorro. No domingo, durante toda a operação comercial, os serviços estarão concentrados na implantação de equipamentos do sistema de energia de alimentação dos trens, entre Vila Olímpia e Berrini.

Linha 10-Turquesa [Brás - Rio Grande da Serra]: no domingo, durante a operação comercial, serão realizados serviços em equipamentos de via, entre as estações Ipiranga e Tamanduateí.

Linha 11-Coral [Guaianazes - Estudantes]: no sábado, a partir das 20h, a operação será interrompida entre Suzano e Jundiapeba. Ônibus gratuitos circularão no trecho para atender aos usuários. No domingo, a partir das 18h, os trens circularão por via única entre as estações Estudantes e Brás Cubas por conta das obras.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]: no sábado, a partir das 18h, os serviços ocorrerão no sistema de energia entre as estações Jardim Helena e Jardim Romano. Das 23h de sábado até o final da operação comercial de domingo, o trecho entre Brás e Tatuapé ficará fechado. A opção será a Linha 11-Coral. Ainda no domingo, os trens vão circular por via única, entre as estações Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista.

Informação aos Usuários
Para orientar o usuário sobre essas mudanças temporárias, a CPTM vem divulgando as intervenções por meio de AP [avisos sonoros] emitidos nos trens e cartazes fixados nas estações, além das redes sociais da Companhia. Empregados também estão posicionados para auxiliarem o público.

Desafio: a CPTM ressalta que executar as obras de modernização, mantendo simultaneamente o atendimento aos usuários, é um grande desafio. As ações exigem medidas como promover intervenções em horários de menor movimentação de passageiros aos finais de semana, feriados e madrugadas. Na eventualidade de dúvidas ou de informações complementares, a CPTM coloca à disposição a Central de Atendimento ao Usuário, no telefone 0800 0550121.

CPTM

Após agredir usuário, agente é afastado da CPTM

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Um usuário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmou ter sido agredido por seguranças da estação Guaianaeses, na zona leste de São Paulo, após pedir uma informação para um dos seguranças da companhia. O agente se irritou ao ser questionado a respeito de uma reclamação sobre os trens e agrediu o usuário com palavras e um empurrão. Após o ocorrido, a CPTM desligou o funcionário da companhia.
A reclamação do usuário foi por conta da falta de aviso ao fazer uma baldeação na estação Guaianases. Segundo Adilson Santos, a CPTM não deu aviso ao público sobre de qual plataforma sairia o trem que iria rumo à estação Luz e todos os usuários presentes acabaram entrando no trem errado.
"Quando usamos o trem vindo da estação Estudantes sentido Guaianases é preciso fazer uma transposição da plataforma. Na plataforma 4 estava o trem E22 e quando o trem está encostado nessa plataforma é avisado para qual destino vai. Por não ter sido avisado, as pessoas entraram nesse trem, que ia em direção à Guaianases. Depois disso todos nós tivemos que sair do trem", reclamou Adilson.
OTM informa que na estação Guaianases os trens partem de forma alternada das plataformas 1 e 4. Em relação ao caso descrito, na noite do último dia 7, os usuários foram informados, por meio de aviso sonoro da estação, de qual plataforma partiria o trem", disse a companhia, em nota.
Depois disso, Adilson foi em direção ao segurança chamado Flavio e solicitou que chamasse um funcionário superior, pois tinha uma reclamação a fazer. Porém, o agente não atendeu a solicitação do usuário e ficou irritado com a situação. Adilson começou a filmar a situação e acabou agredido.
"O vigilante terceirizado envolvido na ocorrência foi desligado da equipe que presta serviços à Companhia", afirmou a CPTM usuário explicou que não havia trem na plataforma 1, apenas na 4, e por isso os usuários se encaminharam com destino a plataforma errada. Porém, a CPTM afirma que o aviso sonoro foi feito nos alto-falantes da estação.
"A CPTM informa que na estação Guaianases os trens partem de forma alternada das plataformas 1 e 4. Em relação ao caso descrito, na noite do último dia 7, os usuários foram informados, por meio de aviso sonoro da estação, de qual plataforma partiria o trem", disse a companhia, em nota.
Depois disso, Adilson foi em direção ao segurança chamado Flavio e solicitou que chamasse um funcionário superior, pois tinha uma reclamação a fazer. Porém, o agente não atendeu a solicitação do usuário e ficou irritado com a situação. Adilson começou a filmar a situação e acabou agredido.
"O vigilante terceirizado envolvido na ocorrência foi desligado da equipe que presta serviços à Companhia", afirmou a CPTM.

Metrô SP avaliará pedidos para mudar traçado da Linha 18

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Durante a audiência pública para debater a implantação da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligará a Capital ao Grande ABC por meio de monotrilho, moradores de São Bernardo - cidade que terá o maior número de estações -, reivindicaram mudanças no traçado do modal, sugerindo que o trecho previsto para a Avenida Aldino Pinotti seja realocado para a Pereira Barreto. O evento ocorreu ontem, na Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo).

O coordenador de projeto civil do Metrô, Alfredo Nery, disse que a companhia irá estudar os pedidos dos munícipes, mas não garantiu se haverá mudança no projeto inicial. "Essa alteração possui uma séria de implicações de custo e implementação, que já estão sendo analisadas por nossa área de planejamento."

A alegação dada pelo grupo São Bernardo Melhor, formado por cerca de 3.000 moradores de condomínios na Aldino Pinotti, é que a Avenida Pereira Barreto possui maior movimentação de pessoas e grande número de estabelecimentos comerciais, por isso, seria mais viável a passagem do monotrilho por ali. Eles também afirma que o traçado previsto passaria por um olho d'água (aparecimento de água por afloramento do lençol freático), o que seria proibido pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).

"As sugestões de mudanças vieram depois da elaboração do Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental). Se elas forem efetivadas, será uma revisão pontual do que já está pré-projetado. Tudo pode acontecer ainda", explicou Nery.

8 de novembro de 2012

Tecnologia de frenagem gera economia de até 30% para o Metrô

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Um dos desafios da companhia é diminuir os altos custos de consumo de energia principalmente da movimentação dos trens. Para auxiliar, já está em funcionamento uma das principais tecnologias que transforma a energia de frenagem em elétrica

A questão da eficiência energética tornou-se um importante tema de pesquisa do Metrô de São Paulo, um dos mais superlotados do mundo, com média diária de 4,4 milhões de passageiros. Seu consumo de energia mensal médio, até o mês de setembro, foi de 46,4 milhões de kWh/mês, sendo que 76,3% equivalem à operação de trens. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número se equipara ao consumo médio mensal de 250 mil residências.

O grande desafio da companhia, diante desses números, é operar com frotas cada vez mais modernas, capazes de minimizar os altos custos gerados pelo consumo de energia elétrica, principalmente aquele destinado à movimentação dos trens. Desta forma, uma das principais tecnologias utilizadas pelo metrô, já em funcionamento na nova frota é a que transforma a energia gerada pela frenagem dos trens em energia elétrica, operação realizada através dos motores de tração. Essa energia é devolvida à rede elétrica e reutilizada por outros trens ou em sistemas de ar condicionado, iluminação, entre outros equipamentos.

Segundo informações da companhia, a frota mais recente já foi arquitetada com motores de tração em corrente alternada, em substituição ao modelo de corrente contínua, para permitir uma regeneração mais eficaz da energia, com economia de 25 a 30%. O sistema está sendo implantado também nos veículos mais antigos, como os da Linha 1 (Azul), pouco eficientes na questão da frenagem - onde a energia é transformada em calor através do atrito - na medida em que são reformados. "Todas as redes metroviárias modernas do mundo já contam com esse método de regeneração e a tendência é que os antigos trens sejam modernizados", afirma o professor de Ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ex-diretor de Operação e Manutenção da CPTM e ex-superintendente geral em São da Paulo da CBTU, Telmo Porto.

O especialista explica que esse sistema funciona porque todo motor tem a capacidade de se transformar em um gerador. Segundo ele, quando está em movimento, o trem gera energia cinética, que decorre da velocidade. Quando o freio entra em ação, a energia cinética se transforma em energia elétrica, que é devolvida para a rede. Portanto, há dois caminhos para a energia cinética: ou ela se dissipa ou se transforma em outra forma de energia, que é o que acontece com esse tipo de modelo. "Quando o motor está em movimento, a energia elétrica gera a energia cinética. Já quando a velocidade é reduzida, esse mesmo motor passa a operar como gerador. A partir disso, a energia cinética se transforma em elétrica", esclarece Porto.

Neste caso, a grande questão não é a capacidade do sistema de transformar uma energia em outra. Para o professor, é necessário que a rede esteja preparada para receber a energia regenerada. "A rede como um todo tem de estar adaptada. Há algumas dificuldades técnicas para organizar todo o sistema desse modo, como filtrar algumas frequências de energia, mas nada que não possa ser feito", comenta.

Atualmente, 164 trens já incorporam essa tecnologia, entre eles, os 14 da Linha 4 (Amarela) e mais 12 reformados nas Linhas 1 (Azul) e 3 (Vermelha). As futuras linhas do metrô, como a que liga a Estação Largo Treze à Chácara Klabin (Linha 5 - Lilás), já contarão com a energia gerada pela frenagem.


Terra

Estado quer trecho norte do Ferroanel pronto até 2015

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O governo estadual quer auxiliar autoridades federais no processo de licenciamento e na execução do projeto executivo do Ferroanel Metropolitano - conjunto de trilhos para trens de carga que deverá circundar a Grande São Paulo. A expectativa é de que, com isso, obras sejam adiantadas em pelo menos um ano.

Prometido há mais de 10 anos e incorporado ao pacote de logística de R$ 133 bilhões anunciado pela presidente Dilma Roussef em agosto, o Ferroanel deverá ter as obras iniciadas em abril, segundo o ministro dos Transportes, Paulo Passos.

O secretário estadual de Transportes, Saulo de Castro, porém, afirmou que fez a proposta a Passos para que o governo do Estado ajude na parte burocrática antes do início das obras - que, quando prontas, vão permitir que a rede da CPTM dentro da capital seja usada apenas para passageiros. "Vamos começar a construir o Rodoanel Norte no fim deste ano ou no começo do próximo. O ideal é conseguirmos fazer os dois projetos simultaneamente, para ganharmos em escala e logística. A obra vai sair mais barata e em um espaço de tempo muito mais curto." Segundo ele, o ministro foi receptivo à ideia e o assunto deverá ser decidido em duas semanas, após novas reuniões. / R.B.

Estadão

Quatro corintianos atacam palmeirense na linha férrea da CPTM

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Briga: Motivo do ataque foi a rivalidade entre os clubes

O estoquista J.C.C., de 28 anos, foi espancado na noite de segunda-feira quando atravessava a linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) no centro de Mogi das Cruzes. A vítima usava uma camisa do Palmeiras e foi agredida por quatro homens que vestiam uniformes do Corinthians.

Segundo a polícia, a agressão pode ter ocorrido apenas pelo fato dos times serem rivais e não por uma discussão entre a vítima e os agressores.

De acordo com o boletim de ocorrência, que está registrado no 1º Distrito Policial como lesão corporal, o estoquista andava pela rua Doutor Deodato Wertheimer, por volta das 21h30, quando foi abordado pelos quatro corinthianos. O rapaz tentou correr, mas foi pego quando atravessava pela linha férrea da CPTM.

Os agressores deram vários socos e chutes na vítima, que caiu entre os trilhos. Populares avisaram o pai do rapaz ferido, que socorreu o filho e o levou ao Hospital Santana.

Segundo apurou a equipe de reportagem do Diário do Alto Tietê, J.C.C. sofreu vários ferimentos, inclusive teve o maxilar deslocado por conta das pancadas que sofreu.

A Polícia Civil investiga o caso e procura pelas imagens do sistema de monitoramento de segurança da prefeitura, da CPTM ou até mesmo de comércios localizado próximo do endereço onde ocorreu a agressão, para tentar identificar os acusados. Um inquérito foi instaurado para apurar melhor os fatos.


Em família
Em Ferraz de Vasconcelos, uma briga entre irmãos terminou com um deles internado no hospital.
O ajudante Ananias Xavier de Andrade, 23, está sendo acusado de atear fogo no corpo do irmão Isaias Xavier de Andrade, 38, durante uma discussão. Segundo uma testemunha, Ananias jogou álcool na vítima durante a briga e colocou fogo nele. A vítima permanece internada em estado grave, enquanto o acusado está foragido.

A ocorrência está registrada como lesão corporal na delegacia de Ferraz. (L.D.)

DAT

Fluxo na estação Pinheiros da CPTM mais que dobra

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Com as transferências com o metrô, por meio da linha 4-amarela, o número de passageiros que embarcaram na estação Pinheiros da linha 9-esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) mais do que dobrou neste ano, se comparado com todo o ano passado.

Até setembro deste ano, 23,9 milhões de passageiros (87.440 por dia) utilizaram a estação. Em todo o ano de 2011, foram 11,6 milhões (31.831 por dia), segundo dados obtidos pela reportagem com a CPTM.

Se comparado com o ano de 2010, quando a estação recebeu 2,1 milhões (5.762 por dia), o crescimento foi cerca de dez vezes maior.

A ligação gratuita em horário integral com a estação homônima da linha 4-amarela, em outubro de 2011, permitiu uma conexão mais rápida com as regiões das avenidas Paulista e Faria Lima e com as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha.

Antes, para chegar à região central, muitos passageiros vindos da zona sul precisavam ir até a estação Presidente Altino, próxima à divisa com Osasco (Grande São Paulo), para fazer uma integração com a linha 8-diamante da CPTM e só então chegar ao metrô, na estação Palmeiras-Barra Funda, da linha 3-vermelha.

Para chegar à Luz, ainda era necessária outra integração, com a linha 7-rubi da CPTM.

A companhia aponta mais uma variável para o boom na estação Pinheiros: a inauguração de novas estações na linha 2 do metrô --Tamanduateí, em agosto de 2010, e Vila Prudente, em setembro de 2011.

No mesmo período, as estações Grajaú e Santo Amaro ganharam 3 milhões e 4 milhões de passageiros, respectivamente. Por outro lado, a estação da Luz perdeu 7,6 milhões de passageiros --queda de 46,02 milhões em 2010 para 38,41 milhões em 2012.

Editoria de Arte/Folhapress

Movimento de passageiros na estação Pinheiros
'LINHA QUE DEU CERTO'

O consultor em transporte Marcos Bicalho diz acreditar que o aumento da demanda na estação Pinheiros se deve "ao sucesso de uma linha que deu certo. As pessoas querem usar, mesmo que tenham que enfrentar a lotação".

É o caso da analista de marketing Angélica Santiago, que diz preferir deixar o carro em casa e ir para o trabalho, próximo à estação Faria Lima, na zona oeste, de trem e metrô. Ela mora na região do Grajaú, na zona sul, e passa pela estação Pinheiros todos os dias.

"Apesar da lotação, não pego trânsito e chego na hora."

Para Bicalho, o aumento da demanda em Pinheiros traduz a necessidade da ampliação do transporte público. "O importante é que tenhamos mais alternativas. O ruim é as pessoas usarem o carro."

Folha

Edital do monotrilho do grande abc será lançado em Março

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O governo estadual deve lançar em março o edital de licitação da Linha 18-Bronze do Metrô, que fará o trajeto entre a Estação Tamanduateí e o bairro Alvarenga, em São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André, por meio do sistema de monotrilho, informou ontem o secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. A previsão é que o monotrilho comece a funcionar em 2016.

Orçado em R$ 4 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão da Caixa Econômica Federal, R$ 400 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 2,4 bilhões do governo estadual, o trajeto tem quatro empresas na disputa: CMT (Consórcio Metropolitano de Transportes); Brasell; Invepar/Queiroz Galvão/Bombardier e Odebrecht.

Uma das concorrentes, a Bombardier, apresentou ontem, na Feira Negócios nos Trilhos, em São Paulo, maquete em tamanho real do monotrilho que vai equipar a Linha 15-Prata, interligando as estações Vila Prudente e Cidade Tiradentes. A empresa canadense faz parte do Consórcio Expresso Monotrilho Leste (que inclui a Queiroz Galvão e a OAS) que venceu a concorrência para essas obras.

Segundo o diretor de comunicação e relações institucionais da Bombardier para a América do Sul, Luís Ramos, o modelo de veículo apresentado no evento deverá ser semelhante ao que passará pelo Grande ABC, se a companhia ganhar a licitação na região.

O novo meio de transporte tem capacidade semelhante à do metrô tradicional (o monotrilho Leste deverá levar meio milhão de passageiros diariamente), mas com algumas vantagens. Enquanto o metrô leva de dez a 15 anos para ter trecho de 24 quilômetros concluído, o monotrilho será entregue à população em menos de cinco anos. Além disso, estima-se que o preço de construção seja 50% menor. Os veículos da Linha 15 (54 trens com sete vagões cada um) serão produzidos na fábrica da Bombardier em Hortolândia, interior de São Paulo, e deverão ter 60% de conteúdo nacional, ou seja, de peças produzidas no País.

Amanhã, o governo estadual realiza audiência pública para o monotrilho do Grande ABC na sede da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), na Rua do Imperador, 14, às 17h.

OBRAS
O secretário dos Transportes disse que o governo está em ritmo acelerado nos projetos metroferroviários. Atualmente há quatro obras de Metrô em andamento: além da 15, há a segunda fase da Linha 4 (Vila Sônia-Luz), o prolongamento da 5 (Largo Treze-Chácara Klabin) e a 17 (que terá ligação com o aeroporto de Congonhas). Em dezembro será lançado o edital da PPP (Parceria Público-Privada) para a 6 (Vila Brasilândia – São Joaquim).
No primeiro semestre de 2013 deverão começar as obras do trecho da CPTM Itapevi-Amador Bueno e a pré-qualificação de outras obras, como a que irá do Brás até Guarulhos.



Fonte: Investe SP

7 de novembro de 2012

Justiça nega liminar pedida por promotor em ação contra CPTM

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A Justiça de São Paulo negou ontem liminar pedida pelo Ministério Público Estadual (MPE) para bloquear os bens de ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Eles são acusados pelo MPE em ação civil pública de fraude em um contrato com o consórcio Manfer, formado pelas empresas Tejofran e SPA Engenharia.

O MPE contesta quatro cláusulas do contrato - afirma que são ilegais e causaram dano ao erário. Segundo o MPE, "o Estado poderia ter encontrado propostas mais vantajosas caso as regras tivessem sido menos restritivas". Das 78 empresas interessadas no contrato, só três conseguiram atender às exigências. O Tribunal de Contas do Estado julgou irregular o contrato.

O consórcio fez obras na Linha 9-Esmeralda e o contrato foi firmado em 2008. O MPE pediu a nulidade do contrato, mas o juiz Domingos de Siqueira Frascino, da 11.ª Vara da Fazenda Pública, alegou "falta de verossimilhança", uma vez que "o contrato consta ter sido cumprido de maneira regular, por preço bem inferior ao estimado".

Segundo a CPTM, o consórcio fez uma proposta com "16% de desconto". O advogado Luis Eduardo Menezes Serra Netto, que defende os ex-diretores da CPTM Sergio Avelleda e Mário Fioratti, citados na ação, vê "pirotecnia" do MPE. "Essa licitação é anterior à entrada deles na CPTM. É preciso ser mais cuidadoso." Avelleda é ex-presidente do Metrô e Fioratti é o atual diretor de operações da mesma empresa. "O consórcio concorreu com outros dois e depois ainda houve um outro competidor que perdeu no preço. Estou tranquilo", disse Telmo Porto, da Tejofran. / NATALY COSTA e MARCELO GODOY

Estadão

São Caetano pleiteia mudança de localização das estações do Metrô no ABC

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Durante a audiência, detalhes do projeto da Linha-18 foram apresentados

A audiência pública realizada nesta terça-feira (06/10) para apresentação de estudo preliminar de impacto ambiental e de detalhes do projeto da linha 18-Bronze, que ligará a região do ABC à capital paulista, foi marcada por manifestações da prefeitura de São Caetano e do Instituto Mauá de Tecnologia, que pleiteiam mudanças na localização das futuras estações Mauá e Goiás.

Fábio Sampaio Bordin, superintendente de Planejamento e Desenvolvimento do Instituto Mauá de Tecnologia, fez uso da tribuna para lembrar das discussões da instituição junto à entidade responsável pela obra, por conta da fixação da estação Mauá na região das avenidas Guido Aliberti e Estrada das Lágrimas, na divisa entre São Caetano e São Bernardo, local de trânsito intenso. “A localização da estação Mauá projetada em frente à universidade pode aumentar o tráfego consideravelmente, pois está fixada em região que é pouco estudada. Esperamos que esse projeto seja amadurecido”, disse Bordin. A sugestão é que a estação seja construída entre as ruas José Salustiano Santana e Capivari.

Iliomar Darronqui, secretário de Mobilidade Urbana de São Caetano, também lembrou das tratativas junto ao Metrô e endossou a sugestão de Bordin, incluindo a expectativa de mudanças na futura estação Goiás. “A Avenida Almirante Delamare com a Guido Aliberti é uma das principais saídas de São Caetano para São Paulo. A nossa sugestão é que a estação Goiás fique entre a rua Professora Maria Macedo e a avenida Guido Aliberti, perto da estação rodoferrovirária”, apontou.

Durante a audiência realizada no CEU Meninos, em São João Clímaco, na capital, detalhes do projeto da Linha-18 e do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), desenvolvido pela empresa Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental, foram apresentados.

O Metrô informou que o estudo preliminar está na primeira fase de licenciamento ambiental pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e que seguirá, posteriormente, para análise do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), para então obter licença prévia.

Impacto ambiental

O EIA/RIMA apontou a existência de 59 áreas possivelmente contaminadas. Duas receberam destaque: a região onde será construído o pátio Tamanduateí, nas proximidades da Estação Tamanduateí, onde se localizam as Indústrias Matarazzo, e uma área na proximidade da futura Estação Alvarenga.

Duas áreas com riscos de alagamentos também foram identificadas. A primeira, próximo à futura estação Goiás. A segunda, entre as futuras estações Café Filho e Capitão, nas proximidades da Av. Presidente Café Filho, em São Bernardo.

De acordo com o estudo, 1382 espécies arbóreas localizadas no trajeto da linha foram cadastradas, além de 33 espécies de aves que, de acordo com o estudo, não serão afetadas diretamente pelo empreendimento.

O documento ainda revela que 62% da área diretamente afetada pela construção do monotrilho ficam em locais desocupados ou ocupados por indústrias; 13% são ocupados por comércio, 16% por residências populares e 9% por residências de padrão médio. Ainda não é possível listar os locais que precisarão ser desapropriados.

No ABC, há cópias do EIA/RIMA para consulta, até o dia 13 de novembro, no Conselho Municipal de Política Urbana, em Santo André, na Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, em São Bernardo e no Terminal Rodoviário Nicolau Delic, em São Caetano.

A segunda audiência está marcada para a próxima quinta-feira (8), às 17h, na Associação Comercial e Industrial de São Bernardo (Rua do Imperador, 14, Nova Petrópolis).

O projeto

A primeira fase da linha 18-Bronze seguirá da Estação Tamanduateí (Linha 2-Verde) até o Paço Municipal de São Bernardo. Com 14 km de extensão e 12 estações, o projeto ainda contará com a construção de dois pátios de estacionamento-manutenção (um na região do Tamanduateí e outro, no Alvarenga). Cada trem terá 75 metros de comprimento, com capacidade para transportar 840 passageiros. A expectativa é que de a demanda atinja 340 mil passageiros, em 2030.

Com início das obras previsto para 2013, o projeto foi escolhido em abril deste ano como uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Mobilidade Urbana. O projeto tem valor total de mais de R$ 4 bilhões, sendo que cerca de R$ 1,2 bilhão serão financiados pela Caixa Econômica Federal e mais R$ 400 milhões serão provenientes do Orçamento Geral da União. A contrapartida do Estado será de mais de R$ 2,3 bilhões.

O trajeto total será de 20 km, que deverão ser percorridos em 35 minutos. Estão previstas 18 estações, que atenderão aos bairros Jardim São Caetano e Mauá, em São Caetano; Vila Palmares, Sacadura Cabral, Vila Scarpelli e Jardim Bom Pastor, em Santo André, e Baeta Neves, Centro, Ferrazópolis e Alvarenga, em São Bernardo.

A Linha 18-Bronze terá integração nos dois terminais de São Bernardo, no terminal Ferrazópolis e na Estação Tamanduateí.

(Colaborou Cíntia Alves)

Fonte: Repórter Diário

Técnicos terminam segundo dia de remoção de trem acidentado

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O trabalho de remoção do trem que decarrilou na Serra da Mantiqueira, matando três e ferindo 41 no último fim de semana, continuou nesta quarta-feira (7) na Estrada de Ferro de Campos do Jordão (EFCJ). Não há previsão para o trabalho ser concluído.

Técnicos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e funcionários da empresa tentam recolocar a automotriz no trilho para levá-la para Pindamonhangaba. Um vagão de manutenção está auxiliando na retirada do trem em Santo Antônio do Pinhal.

O trabalho desta quarta-feira foi feito por quatro engenheiros acompanhados por uma equipe de 10 homens entre 9h e 17h30.

 Ao final, o bonde - que pesa 30 toneladas - foi coberto com uma lona. A expectativa é concluir o serviço até sexta-feira (9).

Os técnicos conseguiram finalizar o calçamento do bondinho na porção traseira para erguê-lo posteriormente. O mesmo processo será feito com o eixo dianteiro do veículo.

O roteiro turístico feito pelos trens, entre Pinda e Campos do Jordão, permanece fechado por 30 dias desde o último domingo (4). O período é o prazo mínimo estipulado para investigação que vai apurar as causas do acidente.

Acidente
O bondinho turístico que descarrilou por volta das 18h20 do último sábado (3) na altura do quilômetro 26, sentido Pindamonhangaba, batendo contra um barranco.
Unidades do Corpo de Bombeiros do Vale do Paraíba foram mobilizadas para resgatar as vítimas do acidente. Foram 25 viaturas entre veículos dos bombeiros e da polícia, além de 11 ambulâncias. O local era de difícil acesso.

Foram três vítimas fatais, todas mulheres - sendo uma grávida. Os demais feridos foram levados para o Hospital Regional e Pronto Socorro, ambos em Taubaté, além de unidades médicas em Campos do Jordão e Pindamonhangaba. Dois continuam internados em Taubaté.

Vanguarda TV

Homem é atropelado por trem da CPTM em Mauá

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Foto: @IngridAguiar 
Um homem foi atropelado por um trem na estação Capuava, da Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) , em Mauá, por volta das 8h10 desta quarta-feira.

Segundo informações da empresa, a vítima teria invadido a passagem de nível enquanto a cancela estava abaixada, sinalizando que uma locomotiva se aproximava.

Enquanto a vítima era socorrida pelo Corpo de Bombeiros, a circulação dos trens foi feita por via única, mas a situação já foi normalizada.

Diário do Grande ABC

Trem-bala terá parada na Água Branca

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 O Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio não deverá mais ter uma parada no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. A estação do trecho paulistano do trem-bala provavelmente será a Água Branca, na zona oeste. Ela já pertence hoje a uma linha de trem metropolitano e, até 2016, deverá ser conectada a uma nova linha de metrô, a Linha 6-Laranja.


O governo estadual planeja que a Estação Água Branca vire um "hub" ferroviário - dela também deverão sair os trens regionais que ligarão São Paulo a cidades do interior, como Santos, Sorocaba e Jundiaí. Essa última ligação é a única que está confirmada para o local, mas o Estado já sinalizou que os outros dois trechos também deverão sair da estação da zona oeste.
A informação de que ela, além disso, será a provável parada do TAV na capital paulista foi dada por Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) - estatal que coordena os planos de logística de transportes em nível federal. "A proposta foi do governo estadual, mas é interessante. É mais vantagem você articular com as outras linhas de trens regionais do que colocar em outro lugar", afirmou, logo após sair de reunião com integrantes da Secretaria de Estado de Logística e Transportes. Figueiredo afirmou ainda que um acordo de cooperação entre os governos federal e estadual foi assinado para que o assunto seja tratado de maneira conjunta.
Segundo ele, é possível que exista ainda uma outra estação em São Paulo, o que está previsto para ser definido ainda nas próximas semanas. O planejamento do governo federal é que o edital do trem-bala saia até o fim de novembro, após um novo adiamento em outubro. Os contratos deverão ser assinados em meados do ano que vem. De acordo com Figueiredo, o prazo para o início da operação, anteriormente definido para 2020, poderá ser adiantado para 2018.
Trilhos. A aposta nos trens regionais e no TAV para melhorar a mobilidade interurbana no Estado e na Região Sudeste é um reflexo do aumento da frota de carros em São Paulo - que em fins de semana e feriados acaba travando as principais rodovias. O próprio secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, costuma dizer que as concessionárias de estradas pedem para que trens como o de Jundiaí saiam logo do papel.
A opção da Água Branca como novo "hub" ocorre principalmente por causa da saturação da Estação da Luz, antigo ponto de encontro de várias linhas interurbanas de trens como as que vinham de Santos e do ABC paulista. O início da operação da Linha 4-Amarela do Metrô, que também tem na estação um dos seus pontos finais, fez até mesmo o governo estadual retirar sua ligação com a Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que vai até Rio Grande da Serra.
Para receber as novas linhas de trem e de metrô, a Estação Água Branca terá de ser remodelada. O projeto do Estado prevê duas novas ruas, uma de cada lado dos trilhos, com ligação até a Avenida Santa Maria. O quarteirão formado pelas Ruas Crasso e Tibério, ambas perpendiculares à Guaicurus, será transformado em ponto de acesso da estação.
 Já a provável saída da estação do TAV do Campo de Marte agrada às empresas de aviação civil que hoje usam o local. Grande parte da área do aeroporto teria de ser remanejada para construção da nova estação, o que irritou pilotos e empresários do ramo. Além disso, a falta de uma conexão de metrô no local também pesava contra a sua escolha como estação base para o trem-bala em São Paulo.

Concurso escolhe pintura para monotrilho da Zona Leste de SP

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Proposta do artista plástico JP Ferreira recebeu mais votos.
Primeiro trecho da linha deve ser entregue em 2013.

Um concurso elegeu a pintura dos trens do monotrilho da futura Linha 15-Prata, que circulará pela Zona Leste de São Paulo. O modelo em tamanho real do carro foi apresentado nesta terça-feira (6) na feira “Negócios nos Trilhos”, no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista.

A pintura foi a vencedora de um concurso promovido pelo Metrô que reuniu mais de 2 mil artistas. A arte “Multi Color SP”, do artista plástico JP Ferreira, concorreu com outras 19 na fase final da votação. Foram mais de 128 mil acessos e 70 mil votos.

Segundo o Metrô, a proposta artística de JP Ferreira será aplicada em dois carros de cada um dos 54 trens desta linha. A Linha 15-Prata terá mais 25 km de extensão e 17 estações. O primeiro trecho do monotrilho, entre a Vila Prudente e o bairro do Oratório, deve ser entregue em 2013.

G1

Monotrilho só fica pronto após a Copa

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Primeiro trecho, que vai ligar o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, será entregue em julho de 2014

As obras do primeiro trecho do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô não devem ficar prontas antes da Copa de 2014. O anúncio foi feito ontem pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que esteve na Zona Sul da capital para vistoriar a segunda etapa de concretagem do projeto. Para a construção da linha, cerca de quatro  mil imóveis serão desapropriados.

Para minimizar a pressão sobre a entrega da linha, o governador disse que “o monotrilho não é uma obra específica para a Copa, mas para a cidade”  e as obras estão aceleradas. Nos próximos dias será lançado o edital para a construção das oito estações do trecho 1, que vai ligar o Jardim Aeroporto até a Estação Morumbi.

Os usuários poderão fazer conexão com o Aeroporto de Congonhas e com a Estação Morumbi, da Linha 9–Esmeralda, da CPTM.

A linha completa vai ligar a região do Jabaquara, na Zona Sul, com o Morumbi,  na Zona Oeste (veja gráfico abaixo). A expectativa é atender 417 mil passageiros  por dia. Ao todo, serão construídas 18 estações,  com 17,6 quilômetros de extensão. A entrega está prevista para 2016 e o investimento total será de R$ 4,1 bilhões.

Desapropriação/ No projeto está prevista a desapropriação de 161 imóveis e de terrenos.  Segundo o Metrô, as famílias das comunidades Buraco-Quente (Piolho), Comando e Butê, no Campo Belo, Zona Sul, serão atendidas pelo programa de moradia da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e pelo Regulamento de Reassentamento de moradores atingidos pelas obras de expansão do Metrô. Também foram oferecidas indenizações para quem tiver o imóvel desapropriado.


MARI CAVALCANTE
mari.cavalcante@diariosp.com.br

Diário de São Paulo

6 de novembro de 2012

Integração com Linha 3 do Metrô já está valendo

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Entrou em vigor ontem a nova integração gratuita nas estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé da Linha 3 do Metrô com as linhas 11 e 12 da Companhia Paulistas de Trens Metropolitanos (CPTM), que cortam a região do Alto Tietê.

A partir de agora, os usuários poderão fazer a integração gratuita nas duas estações de metrô para as linhas 11 e 12 da CPTM, e vice-versa, das 11h às 16h e das 21h até meia-noite. Antes, a integração gratuita era das 11h às 15h.

Quem estiver nas linhas 11 e 12 da CPTM poderá fazer a integração sem pagar nova passagem nos dias úteis, das 11 às 16 horas e após as 21 horas. Aos sábados, a gratuidade vale a partir das 15 horas e aos domingos e feriados, as catracas serão livres durante todo o dia.
Atualmente, só era possível fazer a baldeação grátis nas estações Brás, da linha 3 - Vermelha e Luz, da linha 1 - Azul. A iniciativa do Estado foi anunciada em outubro pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB.

A CPTM informou que não é possível saber quantos passageiros do Alto Tietê serão beneficiados e que não há estudos para incorporar a medida nos horários de pico, uma vez que usuários de todas as estações que tem a medida válida serão beneficiados.


DAT

Começa hoje o maior evento metroferroviário da América Latina

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NT 2012 mostrará as inovações que estão sendo desenvolvidas para atender o setor ferroviário que ressurge para ocupar lugar de destaque na matriz de transporte brasileira.

Um total de 180 expositores de 17 países apresentarão suas inovações em material rodante, truques, peças, sistemas de sinalização, segurança, equipamentos de última geração, serviços etc.

O cenário é a NT 2012 (15a FEIRA NEGÓCIOS NOS TRILHOS), que acontece a partir desta terça-feira, 06/11, até a próxima quinta-feira, 08/11, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.

Organizada pela UBM Brazil, a edição 2012 será a maior da história, ocupando 15 mil metros quadrados e deve receber mais de 7.500 visitantes de 17 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça. Participam do encontro os responsáveis por investimentos que superarão R$ 500 bilhões nos próximos anos.

A cerimônia de abertura da 15a Feira Negócios nos Trilhos, acontecerá nesta terça-feira (06/11) às 11h00, na Sala Cantareira 6 e 7, no 2o Piso do Pavilhão Vermelho, contando com a presença do ministro de Estado dos Transportes, Paulo Sérgio Passos e outras autoridades representando vários setores da nossa economia, imprensa, etc.

Logo após à cerimônia de abertura, às autoridades participarão da inauguração da NT 2012. O ministro e comitiva percorrerão os estandes e conhecerão em primeira mão as inovações reservadas pelos expositores aos visitantes da mostra.

A edição 2012 tem programado como eventos paralelos: o I Congresso Metroferroviário Brasileiro, agora em uma nova modelagem, será realizado na Sala Cantareira 6 – 2o andar do Pavilhão Vermelho. Temas como investimentos, modelo regulatório, concessões ferroviárias, projetos, mobilidade urbana, incentivos e o papel da iniciativa privada serão abordados em discussões aprofundadas com as principais autoridades do mercado metroferroviário.

O painel de abertura do Congresso, programado para o dia 6 de novembro de 2012, às 14 horas, terá como tema central: "O Futuro do Setor Metroferroviário no Brasil: Perspectivas de Crescimento, Investimentos e Tecnologias". Participarão do Congresso as principais empresas da área e do governo.

Nos dias 7 e 8 a partir das 9h00 estão programadas, as apresentações dos trabalhos premiados pelo X Prêmio AmstedMaxion de Tecnologia Ferroviária e Prêmio UBM de Tecnologia Metroferroviária. Estão programados também para o dia 7, a partir das 9h00 os Workshops Técnicos para apresentação e demonstração de produtos e serviços das empresas: Imbra (9h00 – às 10h30), Thales e GE (11h12h00).

"Com certeza teremos muitas novidades nesta 15a Feira e Congresso. O setor de transporte é considerado extremamente estratégico para o desenvolvimento do Brasil e para o aumento da competitividade do país no cenário mundial de comércio. A promessa de colaboração integrada entre os diversos níveis do governo (federal, estadual e municipal) e o setor privado proporcionará um excelente ambiente para negócios no setor ferroviário no Brasil nos próximos anos e tornará o país ainda mais competitivo", diz Michael Fine, Gerente de Eventos da UBM Brazil.

O plano de investimentos do governo do Estado de São Paulo prevê valores da ordem de R$ 50,18 bilhões na melhoria dos transportes urbanos até 2014. Prevê ainda R$ 44,67 bilhões, que serão investidos a contar de 2015, contabilizando R$ 94,65 bilhões. Deste total, 53% serão recursos destinados ao Metrô e 40% para a modernização e expansão da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Sobre o 1o Congresso Metroferroviário Brasileiro – O Congresso é promovido pelas principais entidades do setor: Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) e organizado pela CK Eventos.

Sobre a Feira Negócios nos Trilhos (NT 2012) - Realizada pela UBM Brazil, a 15a edição da Feira Negócios nos Trilhos obteve um crescimento de 8% neste ano, com 100% da área disponível para exposição comercializada. A edição 2012 deve receber mais de 7.500 visitantes e 180 expositores. Considerado o maior encontro do setor de transporte metroferroviário da América Latina, a Feira Negócios nos Trilhos, que faz parte do portfólio de eventos de transportes da UBM Brazil - é conhecida por reunir as principais empresas da cadeia produtiva, operadoras de carga e passageiros, fornecedores do Brasil e exterior e principalmente, por ser palco de lançamentos das grandes novidades desenvolvidas pelo setor metroferroviário.

Sobre a UBM Brazil – No Brasil desde 1994, sendo a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de Feiras, a UBM Brazil é uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional, empresa líder global em mídia de negócios com sede em Londres. Nos mais de 30 países onde atua, a UBM constrói relacionamentos duradouros e oferece eventos que alavancam e fomentam o desenvolvimento da indústria local em âmbito global.

15a feira Negócios nos Trilhos (NT 2012)
Data: 06 a 08 de novembro de 2012
Horário Exposição: 13 horas às 20 horas
Horário Congresso:
Data: 6 de novembro das 13h45 às 17h30
Data: 7 e 8 de novembro das 9h00 às 17h00
Local: Pavilhão Vermelho - Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo – SP

Obs: Proibida entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados. Mais informações sobre a 15a Feira Negócios nos Trilhos e o Congresso poderão ser obtidas acessando: www.ntexpo.com.br

por Digital via PRNewswire


Técnicos da CPTM devem participar da sindicância que apura o acidente na (EFCJ)

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Técnicos da CPTM devem participar da sindicância que apura o acidente.

Dois dias após o acidente com um bondinho que matou três e feriu 41 pessoas, o diretor da Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), Airton Camargo, disse na tarde desta segunda-feira (5) que ainda é cedo para apontar as causas do acidente.

Ele informou que a EFCJ recebeu investimentos de mais de R$ 15 milhões nos últimos dois anos na manutenção da infraestrutura e dos veículos utilizados no corredor ferroviário, na Serra da Mantiqueira.
Segundo o diretor, em 2011 foram aplicados R$ 7 milhões na contenção de encostas - que desmoronaram durante as chuvas de verão -, estabilização de taludes e construção de galerias de drenagem. O aporte também foi usado para compra de maquinário.

Neste ano, mais R$ 7 milhões foram disponibilizados para obras de manutenção, troca de dormentes e  limpeza. Duas empresas foram contratadas ao custo R$ 3,3 milhões. O serviço começou a ser feito em setembro e deveria se estender até dezembro. O veículo envolvido no acidente foi modernizado e entregue em junto ao custo de R$ 1,1 milhão.

Apesar disso, relatos de passageiros entrevistados pelo G1 dão conta de incidentes envolvendo as automotrizes no percurso entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão - mesmo do trem acidentado. Só neste ano teriam sido seis ocorrências.

A direção da EFCJ não confirma os números e aponta que essas falhas têm que ser investigadas."Existem situações que temos registro de que a automotriz realmente parou no meio do trajeto, mas não por problemas mecânicos. Teve uma situação por exemplo que tivemos problemas na sub-estação de energia", explicou Camargo.

Sindicância

Ele explicou que a sindicância instaurada na madrugada do último dia 3, logo após o acidente, terá prazo mínimo de 30 dias para ser concluída podendo ser prorrogada. No mesmo período, o trem deixa de operar no trajeto do acidente.

Técnicos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vão compor a sindicância. "O trabalho vai analisar inclusive os registros de problemas operacionais que eventualmente tenham ocorrido recentemente", disse Camargo.

Os funcionários da CPTM estiveram nesta segunda-feira (5) em Santo Antônio do Pinhal, local do acidente, analisando a melhor forma de retirar o veículo dos trilhos. O Exército deve ajudar neste trabalho.

Segurança

Sobre a falta de aparato de segurança para o transporte de passageiros nos trens, o diretor esclareceu que não existe norma específica que regulamente a questão. "Não existe uma regulamentação que regulamente o uso sobre cintos de segurança. Não o adotamos aqui", admitiu Camargo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes Metropolitanos, todas as famílias envolvidas ou afetadas pelo acidente serão indenizadas.

O Governo do Estado disponibilizou o telefone 0800 05 50121 para atendimento aos parentes e vítimas do acidente.

Entenda o caso

O bondinho turístico que descarrilou por volta das 18h20 na altura do quilômetro 26, sentido Pindamonhangaba, e bateu contra um barranco. Unidades do Corpo de Bombeiros do Vale do Paraíba foram mobilizadas para resgatar as vítimas do acidente. Foram 25 viaturas entre veículos dos bombeiros e da polícia, além de 11 ambulâncias. O local era de difícil acesso.

O trabalho de retirada dos sobreviventes foi concluído por volta das 23h do último sábado (3). Foram três vítimas fatais, todas mulheres - sendo uma grávida. Os demais feridos foram levadas para o Hospital Regional e Pronto Socorro, ambos em Taubaté, além de unidades médicas em Campos do Jordão e Pindamonhangaba.

5 de novembro de 2012

Uma mulher é abusada a cada 3 dias no Metrô

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Ricardo Oliveira/Diário SP

Polícia registrou neste ano 91 casos, como passada de mão, filmagens indiscretas e atos obscenos Silvério Morais

Andar de Metrô nunca foi tarefa fácil para a  estagiária Elaine, que prefere ser identificada apenas pelo primeiro nome. Como milhões de paulistanos, a jovem de 24 anos enfrenta a superlotação diariamente. De um mês para cá, no entanto, a ida e a volta ao trabalho se tornaram um pesadelo ainda maior. Ela foi vítima de abuso sexual na Linha Vermelha e convive com o medo de acontecer de novo.

De janeiro até agora a Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano) já registrou 91 casos parecidos em trens e estações da capital.

“Agora, se alguém encosta em mim, chego a passar mal. É traumatizante”, diz Elaine, que estava indo trabalhar, por volta das 7h45, quando um passageiro ficou olhando para ela e se encostando. “Estava muito cheio. Não tinha como se afastar”, relata. Quando desceu do trem, a jovem percebeu que o homem havia ejaculado na roupa dela. Comunicou aos seguranças, mas não foi mais possível pegar o acusado.

A vítima fez boletim de ocorrência na Delegacia do Metrô, que fica na Estação Barra Funda. “Se a gente não denunciar, não será possível ter noção do número de casos. Uma hora alguém faz alguma coisa”, fala.

Vagão rosa/  Para a estagiária, a solução seria o Metrô disponibilizar um ou mais vagões exclusivos para mulheres nos horários de pico, como ocorre no Rio de Janeiro e em outras cidades do mundo. A mesma opinião tem a bancária Jéssica, de 23 anos, que também não quer ter o nome completo revelado. Ela foi vítima da famosa “mão boba”,  no último dia 29,  quando voltava do trabalho, entre as estações República e Brás, na Linha Vermelha. “Primeiro pensei que fosse sem querer, mas o cara continuou. Aí, segurei a mão dele e desci atrás.”

Outra moça que também tinha sido vítima do homem desceu e as duas começaram a discutir com ele. Os seguranças se aproximaram e todos foram para a delegacia, onde o acusado assinou um termo circunstanciado. Ele responderá em liberdade por importunação ofensiva ao pudor, crime que geralmente resulta em penas como prestação de serviço. “Foi desgastante ficar na delegacia até meia-noite, mas agora ele está consciente que da próxima vez a situação pode se agravar.”

Vítimas em potencial
O aperto nos vagões nos horários de pico se tornou um drama para as mulheres, que viraram alvos de tarados durante
as viagens nos trens

Lugares onde há separação

No Rio de Janeiro uma lei estadual, de 2006, obriga o MetrôRio a destinar vagão só para mulheres das 6h às 9h e das 17h às 20h. Há leis semelhantes no Japão, Índia e  México, onde há até ônibus  exclusivo para elas

Alguns casos que viraram notícia

Em julho do ano passado, na Estação  Sacomã, uma mulher de 34 anos abordou um rapaz para pedir informações e acabou levada por ele para um local sem câmeras, onde quase foi estuprada. Segundo ela, o acusado chegou a tirar a roupa, mas ela conseguiu escapar e correu em busca de ajuda. O homem conseguiu fugir, mas imagens da câmera de segurança foram divulgadas pela imprensa e ele foi detido um mês depois.

ABUSO NO VAGÃO
Em outubro de 2011, uma estudante de 21 anos foi molestada num trem da Linha Vermelha. A vítima foi perseguida por um homem, que ficou atrás dela no vagão lotado e a prensou, com a calça aberta. Ela pediu ajuda e outros passageiros chamaram os seguranças.
O advogado Walter Dias, de 46 anos, foi preso em flagrante.

GUARDA TARADO

Uma jovem de 24 anos foi abusada dentro de um trem do Metrô no dia 4 de novembro do ano passado por um guarda-civil, de 35 anos. Segundo a vítima, o homem tirou o pênis da calça e ficou esfregando nela. Dois passageiros que presenciaram a situação chamaram a segurança. O suspeito foi detido na Estação Tatuapé.


FILMADOR DE CALCINHAS

No último dia 24, o porteiro Vagner Joaquim da Silva,  de 36 anos, foi detido na Estação Vergueiro após ser flagrado por policiais da Delegacia do Metrô filmando uma jovem de saia que descia a escada rolante. No celular do homem havia vídeos e fotos pornográficas de sites e imagens da calcinha de mulheres dentro do Metrô.    


Empresa excluiu vagão exclusivo

O Metrô diz que a criação de um carro exclusivo para mulheres não é solução para o problema dos ataques a mulheres, pois infringe o direito de igualdade entre gêneros à mobilidade livre. Além disso, seria de difícil adoção, já que as usuárias correspondem à maioria dos quatro milhões de passageiros diários do Metrô (54%).  A empresa afirma contar com campanhas de orientação e estratégias de segurança nas estações e vagões, com monitoramento por câmeras em todas as áreas públicas. Há funcionários uniformizados e à paisana para patrulhamento e identificação de infratores. Policiais da  Delegacia de Polícia do  Metropolitano também fazem rondas constantes. Qualquer comportamento inadequado percebido pelos passageiros deve ser levado a um segurança ou ao serviço de SMS-Denúncia (97333-2252).

DIÁRIO opina

Pelas mulheres contra o silêncio

Embora seja forçoso reconhecer a dificuldade de se controlar desvios sexuais de um contingente tão grande quanto os usuários do Metrô, só uma atitude aproxima a sociedade de uma solução. É preciso que as mulheres, a despeito do desconforto moral, denunciem, para que os criminosos sejam exemplarmente punidos.

Fonte: Diário de São Paulo

Monotrilho de SP terá até borracheiro

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Por Ivan Ventura

Segundo informações da empresa, cada unidade do monotrilho paulistano terá quatro pneus.

A primeira composição do monotrilho de São Paulo está em produção na fábrica da franco-canadense Bombardier, instalada em Hortolândia, região de Campinas. - Newton Santos/Hype

Mais do que um novo modelo de transporte público em São Paulo, o monotrilho do consórcio Expresso Leste (Linha 15-Prata, do Metrô) será o ponto de partida para uma profissão até hoje impensável na lista de funcionários responsáveis pela manutenção de uma composição.
 
Com o início da operação do novo sistema, previsto para início de 2013, a Companhia do Metrô passará usar indispensáveis serviços de um... borracheiro.

Esse profissional será responsável pela manutenção dos pneus que conduzirão o monotrilho ou Veículo Leve sobre Trilho (VLT) de 86 metros de comprimento pelos pilares do Expresso Leste, do Metrô, o primeiro do gênero no mundo para a alta capacidade (acima de 40 mil passageiros/hora).

Modelo - A necessidade de  borracheiros para cuidar do monotrilho de São Paulo foi revelada na quinta-feira, na Bombardier, empresa franco-canadense responsável pela fabricação do monotrilho. Instalada em Hortolândia (a 115 km da Capital, na região de Campinas), essa unidade será a responsável mundial por monotrilhos que poderão correr o mundo a partir do modelo paulistano.

Segundo informações da empresa, cada unidade do monotrilho paulistano terá quatro pneus. Segundo o Manuel Gonçalves, gerente geral da Bombardier em Hortolândia, os pneus do monotrilho serão fornecidos pela multinacional Michelin e se assemelham aos usados pelos caminhões.

"É muito parecido com o modelo dos caminhões. A diferença é que eles não serão submetidos às ruas ou avenidas esburacadas, mas circularão por vias lisas e com pouco atrito", disse Gonçalves.

Peso - Segundo Gonçalves, o maior teste dos pneus será suportar o peso do grande número de passageiros que passarão pelo sistema. Pelas contas do Metrô, cada composição poderá transportar até mil pessoas, sendo 48 mil por hora/sentido  - aproximadamente um milhão de pessoas por dia.

Além dos passageiros, os pneus também deverão suportar a "leve" composição do monotrilho, que pesará pouco mais de 15 toneladas e será movido a eletricidade. Estima-se que o peso do VLT seja 50% mais leve do que uma composição de metrô convencional, por utilizar alumínio vindo da China em vez de outros metais mais pesados. Além disso, composições do metrô, que podem operar sob o solo, são maiores que as do VLT.

Mesmo assim, o peso do monotrilho é grande e só um borracheiro para cuidar da manutenção preventiva dos pneus. "Pela primeira vez, o Metrô terá um borracheiro para fazer a manutenção de um equipamento", brincou Gonçalves.

Garantias - Mas e se, por acaso, estourar um pneu durante uma viagem? O sistema vai parar para que os passageiros possam descer? A Bombardier descartou qualquer risco de paralisação do sistema, caso haja o estouro de pneus durante o transporte de passageiros. "Há uma tecnologia que compensa o esvaziamento de um pneu e permite que a composição siga até a próxima estação", afirmou. Para o diretor de comunicação da Bombardier, Luís Ramos, o risco de acidente no sistema monotrilho, incluindo os pneus, está descartado.

Preto e branco - Segundo a empresa, o primeiro carro do monotrilho paulistano deve ficar pronto até o fim do ano, sendo que a composição completa será entregue no início de 2013. Basicamente, as composições do monotrilho serão pintadas de preto e branco, com alguns detalhes que só serão revelados na próxima terça-feira. "O carro foi escolhido a partir de um concurso promovido pelo Metrô e será uma surpresa", disse Ramos.

Etapas - A operação do monotrilho de São Paulo vai obedecer a um cronograma com três etapas. A primeira, prevista para 2013, vai ligar Vila Prudente à estação Oratório, com 2,9 km. A segunda etapa, em 2014, ligará a estação Oratório a São Mateus, com 10 km. Finalmente, em 2016, o monotrilho deverá chegar a Cidade Tiradentes, com mais 11 km de trilhos.

Fonte: Diário do Comércio

Monotrilho da Zona Leste será o mais moderno do mundo

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Por André Jorge de Oliveira


O sistema de transporte deve começar a operar até o fim do ano que vem, com conclusão programada para 2016



Em um dos galpões industriais da empresa de transportes canadense Bombardier, dois esqueletos de “vagão” em processo de montagem estão suspensos sobre estruturas de vigas metálicas. “Não são vagões, são carros. Vagão é para carga”, diz Manuel Gonçalves, diretor geral da fábrica, corrigindo os jornalistas reunidos para conhecer o processo de construção do monotrilho. Daqui a um ano, se tudo correr conforme o cronograma, os “carros” estarão imersos na paisagem da capital paulista, no polêmico projeto do monotrilho da Zona Leste.

Os 378 carros do monotrilho da linha 15 – Prata do metrô virão de mais longe, da cidade de Hortolândia, a 20 minutos de Campinas. O projeto estipula 2016 como o prazo para ligar o bairro Cidade Tiradentes à estação Vila Prudente, da linha 2 – Verde, num total de 24 quilômetros e 17 estações. Mas já no fim do próximo ano, o primeiro trecho deve ser inaugurado, percorrendo os 2,9 quilômetros que separam a estação Vila Prudente da futura parada Oratório.

Para mensurar o impacto desse novo sistema no transporte da cidade, basta imaginar que um ônibus circulando no trecho entre a Avenida Jaguaré, na zona oeste, até a Avenida Paulista, de pouco mais de10 quilômetros, leva em torno de 40 minutos – se o trânsito não estiver muito ruim. Com o mesmo tempo, seria possível percorrer quase toda a extensão do monotrilho, estimada pelo fabricante em 50 minutos. Praticamente o dobro da distância. O ônibus transporta até 34 pessoas sentadas e 54 em pé, um total de 88 passageiros. Já o trem com traços futuristas carregará cerca de 15 passageiros sentados e 128 em pé, num total de 143 passageiros. Por carro.

A estimativa é que o serviço receba 500 mil usuários diariamente, algo como toda a população do Grajaú, bairro mais populoso da capital, somada aos moradores da Vila Mariana. Segundo o diretor de comunicação da Bombardier na América Latina, Luis Ramos, a linha vai ajudar a suprir a carência da região leste por transporte coletivo. “O principal problema das cidades é que houve um grande crescimento da população, mas não da infra-estrutura”, diz.

Para transportar um contingente tão expressivo, é preciso algumas inovações. A Bombardier, que também atua no ramo da aviação, trouxe tecnologia aeronáutica para reduzir o peso dos carros, e assim aumentar o número de usuários transportados. São 15 toneladas de alumínio, estruturadas em forma de colmeia. “É um truque para reduzir espaço e ganhar performance”, explica o diretor Manuel Gonçalves. O motor é de ímã permanente e fica dentro do cubo da roda de borracha, gerando um nível de ruído quase nulo.

A multinacional classifica o sistema como “de alta capacidade”, único no mundo com cara de metrô. Na China, um monotrilho carrega 30 mil pessoas por hora, e no Japão, 25 mil. No Brasil serão 40 mil pessoas por hora. “Um trem com a nossa capacidade é inédito”, explica Luis Ramos, que vê um futuro promissor para a exportação. A fábrica já tem encomendas de 12 carros para a Arábia Saudita, e as cidades de Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro já demonstraram interesse. A meta para o auge de produção é de um carro pronto a cada dia. Se o monotrilho entregar tudo o que promete, a Zona Leste terá muito mais carros na garagem a partir de 2016. “O que é mais confortável, estar sozinho na sua ‘poltrona’ e ficar duas horas parado no trânsito, ou chegar em 50 minutos?”, pergunta Luis Ramos. Como se fosse preciso responder.

Na vida prática

O trecho completo do monotrilho está estimado em uma viagem de 50 minutos. Se você, assim como eu, opta por viajar na leitura enquanto, fisicamente, viaja pela cidade, talvez consiga ler dois capítulos (algo em torno de 20 páginas) de um livro como a Dança dos Dragões, quinto da série Crônicas de Gelo e Fogo, épico de George R.R. Martin muito comum entre usuários dos transportes públicos. Ou, se prefere ouvir música, talvez seja possível escutar do início ao fim um álbum de sua banda favorita.

Fonte: Revista Época
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